Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

"Quem está melhor está na frente" - Adriano

01-04-2007 FUTEBOL
Esteve quase a ser perfeito

Lucho González teve um instante infeliz, Renteria não teve sorte no último instante do desafio. Em escassos minutos, definiu-se uma história que esteve a ser escrita em mais de 80, muito por culpa da postura de um Dragão imperial, um verdadeiro Campeão, uma equipa sobranceira, confiante e decidida. O F.C. Porto apresentou-se fortíssimo e, pela coragem demonstrada, merecia regressar a casa vitoriosa. A liderança, ainda assim, continua a ser azul e branca e a equipa de Jesualdo Ferreira é a única a depender em exclusivo de si própria.

Ao contrário da tendência de todas as antevisões, desmentindo o ridículo do costume, o F.C. Porto entrou no Estádio da Luz com a intenção clara de vencer e com o intuito de mostrar aos desatentos que continua a ser um fortíssimo candidato a um título que é seu. O Dragão instalou-se em toda a largura do relvado, dispensou cuidados ou tibiezas e correu de imediato pelos três pontos.

A primeira parte do Campeão foi fantástica. Ainda antes do golo de Pepe, num golpe de cabeça precioso a coroar uma exibição de gala do central que, em sociedade com toda a defesa, actuou sempre em patamares superiores, já Adriano tinha ficado a milímetros de inaugurar o marcador, na sequência de um passe simplesmente genial de Lucho González.

A produtividade do F.C. Porto tinha reflexos no marcador e a vantagem era mais do que justa, face ao domínio incontestado, ao rigor da sua máquina e ao desempenho de todos os seus atletas. O Dragão chegava ao descanso muito à frente do seu adversário, com uma expressão que até podia ser mais carregada.

A segunda parte seria marcada pela esperada reacção do Benfica e pela conjugação de factores negativos que penalizaram o F.C. Porto. O meio-campo azul e branco perdeu fulgor com a saída forçada de Raul Meireles e pela inferioridade física de Paulo Assunção, peças fulcrais na filtragem de jogo adversário e o empate surgiria num desvio infeliz do capitão portista. Um autogolo com um certo sabor a injustiça, tão perto de um prémio que teria sido adequado à dedicação de todos os Dragões presentes no relvado.

Nos descontos, uma arrancada de Cech e uma oportunidade flagrante de Renteria podiam ter levado à euforia os portistas presentes nas bancadas e os milhões que sofreram à distância. Teria sido perfeito. O empate, apesar de tudo, mantém o F.C. Porto em posição privilegiada.

Um parágrafo final para analisar o trabalho da arbitragem. Pedro Proença foi pronto a mostrar o cartão amarelo a Bruno Moraes logo aos três minutos, mas deixou a admoestação no bolso logo depois, quando Simão ceifou Adriano. Teria sido o quinto amarelo do benfiquista. Na falta que resultou no golo do F.C. Porto, ficou a firme ideia de que o nome de Katsouranis também devia ser inscrito na folha disciplinar, ao contrário do que aconteceu com Lucho González, que apenas solicitou ao árbitro a entrada de Cech em campo, dada a inferioridade numérica provocada pela saída de Raul Meireles, numa altura em que o jogo estava interrompido e o 4º árbitro há muito tinha solicitado a troca.


publicado por mdl às 10:59
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